terça-feira, 29 de março de 2016

Antibióticos



Fonte: www.cenouradoce.blogspot.com.br

Bactérias- Importância e doenças


1.Importância

            As bactérias, como diversos seres procarióticos, exercem funções ecológicas, como decomposição, produção de gás oxigênio e matéria orgânica. Além disso, elas também possuem papeis no uso industrial, como na indústria de laticínios ou farmacêutica, na Biotecnologia  e na Biorremediação (utilização de microrganismos para limpar áreas ambientais contaminadas por poluentes).

2.Caráter patogênico

            A maioria das bactérias patogênicas é transmitida por alimentos ou água contaminados ou por gotículas de secreções no ar. Algumas dessas doenças são:

  • ·         Tuberculose: causada pela bactéria Mycobacterium turbeculosis e é muito contagiosa em ambientes fechados e mal ventilados. Transmitida pela saliva eliminadas na tosse, espirro ou fala. Bacilo atinge especialmente pulmões causando infecção. Sintomas: tosse com produção de muco e catarro com sangue, febre, sudorese, dor no peito, cansaço e emagrecimento.
  • ·         Tétano: doença causada pelo Clostridium tetani, que é anaeróbio obrigatório, e penetra no organismo através de ferimentos cutâneos ou pelo cordão umbilical quando cortado por materiais não esterilizados. Causa dor de cabeça, febre e contrações musculares. A vacinação é essencial.
  • ·         Meningite bacteriana: infecção causada por diferentes espécies de bactérias. Atacam as meninges, membranas que envolvem o sistema nervoso central. Sintomas: febre alta, dor de cabeça, vômito, rigidez da nuca e prostração.
  • ·         Diarreia infecciosa: causada por vírus e bactérias dos gêneros Salmonella e Shighella. Sintomas: fezes soltas e aguadas, febre, perda de apetite e prostração.
           Fontes:
           www.cenouradoce.blogspot.com
           Livro Ser Protagonista Biologia, Ensino Médio


Reino Monera


O Reino Monera inclui as bactéria e cianobactérias do Domínio Bacteria e as arqueas do Doménio Arquea.
1.Estrutura bacteriana


Bactérias Gram positivas



            Na parte mais exterior da célula, há a parede celular, composta por peptidoglicanos (função estrutural na parede celular dando resistência e contrariam pressão osmótica no citoplasma) e ácidos teicóico e lipoteicóico (facilitam a ligação e regulação da entrada e saída de cátions). A parece celular envolve a membrana citoplasmática (função protetora, produção de energia e revestimento) onde estão presentes proteínas estruturais e enzimáticas. A membrana envolve o citoplasma, onde estão presentes ribossomos (sintetizam proteínas), mesossomos (participam na divisão de cromossomos, divisão celular e respiração celular), corpúsculos de inclusão (fonte de energia), o DNA e os plasmídeos (moléculas menores de DNA).

Bactérias Gram negativas


            Nesta bactéria há uma membrana externa (participa na função protetora e na nutrição) composta por lipídios e proteínas. Depois vem o espaço periplasmático (ligado a digestão celular). Seguindo, há a parede celular, composta por peptidoglicanos (função estrutural na parede celular dando resistência e contrariam pressão osmótica no citoplasma) e ácidos teicóico e lipoteicóico (facilitam a ligação e regulação da entrada e saída de cátions). A parece celular envolve a membrana citoplasmática (função protetora, produção de energia e revestimento) onde estão presentes proteínas estruturais e enzimáticas e proteínas transportadoras. A membrana envolve o citoplasma, onde estão presentes ribossomos (sintetizam proteínas), mesossomos (participam na divisão de cromossomos, divisão celular e respiração celular), corpúsculos de inclusão (fonte de energia), o DNA e os plasmídeos (moléculas menores de DNA).

Locomoção

            Na bactéria podem estar ancorados filamentos proteicos longos, os flagelos, ou fibras proteicas curtas, os pili. Os primeiros só servem para a locomoção, enquanto o segundo além de existir tipos para a locomoção, existem tipos sexuais, por exemplo.

Observações

Coloração de Gram

  •     O processo de coloração de Gram é um método pelo qual as bactérias são submetidas e adquirem uma cor, sendo Gram-positivas se for a cor roxo, e Gram-negativas se for rosa. Esse método é importante porque nos permite classificar e identificar diferentes bactérias em relação à estrutura de sua parede celular. Se ela for Gram-positiva (roxa), ela possui apenas uma camada de peptidoglicanos e Gram-negativa (rosa), se além dessa camada, possuir outra de lipídios e proteínas 
  • 1.    Nesses dois tipos de bactérias é possível haver uma camada mais externa, a cápsula, que também possui função protetora.
  • 2.    Sob certas condições, a bactéria pode formar uma estrutura que proteja o material genético, os endósporos


2.Nutrição

            Em relação às suas fontes de átomos de carbono para a produção de suas moléculas orgânicas, as bactérias podem ser divididas em dois grupos: autotróficas (obtém diretamente do gás carbônico) ou heterotróficas (obtém de moléculas orgânicas no ambiente). Já em relação à sua fonte de energia, elas podem ser divididas em fototróficas (luz é a fonte primária de energia) ou quimiotróficas (dependem de reações de oxirredução de compostos inorgânicos ou orgânicos). Combinando essas duas classificações, formam-se outras quatro:


3.Reproduçã bacteriana



A principal forma de reprodução das bactérias é a assexuada - por divisão binária ou bipartição: a célula aumenta de tamanho e o DNA se duplica; em seguida, a célula se divide, ficando uma cópia do DNA para cada célula-filha. Esse processo origina uma população de indivíduos geneticamente iguais (clones).

Há também a transformação bacteriana, em que a bactéria receptora capta do meio pedaços livres de DNA da bactéria já morta. Depois, a bactéria incorpora esses fragmentos surgindo uma bactéria transformada

As bactérias podem também realizar conjugação: duas bactérias se ligam pela pili e ocorre a transferência do plasmídeo e material genético de uma para a outra. Após a troca, elas se separam e continuam a se reproduzir, porém, assexuadamente. Por isso, esse processo pode ser considerado uma forma de reprodução sexuada, uma vez que, em ambos, há recombinação de genes entre indivíduos da mesma espécie, o que aumenta a variedade genética de uma população.

Já na transdução, o transmissor de material genético é o bacteriófago que inicia um ciclo lítico, incorporando pedaços do DNA da bactéria ao seu próprio e quando infecta outra bactéria, os transfere para ela.
 

4.Arqueas vs Bactérias

            Apesar destes dois grupos estarem no mesmo reino e serem muitas vezes confundidos, eles possuem diversas diferenças. Uma delas refere-se à constituição química da parede celular. As arqueas não possuem o peptidoglicano existente nas das bactérias, porém, algumas possuem polissacarídeos e outras apenas proteínas. Os dois grupos também se diferem bastante em sua organização e funcionamento dos genes. As arqueas, além disso, vivem em ambientes extremos, como lagos de água quente e ácida ou de extrema salinidade, no tubo digestório de animais ou no lodo no fundo de lagoas.

Fontes:

Livro Fundamentos da Biologia Moderna, Amabis e Martho
Livro Ser Protagonista Biologia, Ensino Médio
www.cenouradoce.blogspot.com.br
www.segundocientista.blogsdpot.com.br
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biomonera3.php
http://slideplayer.com.br


segunda-feira, 28 de março de 2016

Vírus: origem e importância


1.Hipótese

            Não se sabe ao certo a origem dos vírus, contudo há um consenso de que ela não é única e que eles evoluíram com seus hospedeiros, tendo em vista que são parasitas intracelulares obrigatórios. Sugere-se que os vírus possam ter se desenvolvido de pedaços de DNA de seus hospedeiros ou que tenham evoluído de microrganismos muito reduzidos ou moléculas primitivas.

2.Importância dos vírus

            Em ambientes aquáticos, os vírus influenciam no crescimento e mortalidade de organismos. Por exemplo, eles são capazes de infectar algas, disponibilizando nitrogênio, carbono e outros nutrientes para o ambiente. Isso também demonstra seu poder sobre a seleção natural. Esses organismos também podem ser utilizados como instrumentos na terapia gênica, utilizada no tratamento de algumas enfermidades.

Fontes:

Livro Ser Protagonista Biologia 2ºano, Ensino Médio




Vírus


1.Características gerais

  • ·         Acelulares;
  • ·         Atividade metabólica ausente fora da célula hospedeira;
  • ·         Reprodução dentro da célula hospedeira;
  • ·         Parasitas intracelulares obrigatórios;
  • ·         Ácido nucleico composto ou por DNA ou por RNA;
  • ·         Partículas virais: vírions;
  • ·         Constituídos principalmente por duas classes de substâncias químicas: proteínas e ácidos nucleicos.


2.Estrutura viral

  •          Medem entre 0,01 µm e 0,9 µm
     Vírus não envelopado (figura A)
  •           Genoma: constituído por pequena quantidade de algum ácido nucleico, sua fita pode ser única ou dupla;
  •          Capsídeo: formado por moléculas proteicas, monômeros, envolve o genoma;

OBS: os dois itens anteriores formam o nucleocapsídeo.

Vírus envelopado (figura B)
  • ·         Genoma: constituído por pequena quantidade de algum ácido nucleico, sua fita pode ser única ou dupla;
  • ·         Capsídeo: formado por moléculas proteicas, monômeros, envolve o genoma;

OBS: os dois itens anteriores formam o nucleocapsídeo.
·         Envelope lipoproteico: formado por hemaglutinina e neuraminidase, envolve o nucleocapsídeo.

3.Reprodução viral
Depende de dois fatores: invasão da célula hospedeira e domínio de seu metabolismo
            Depende de dois aspectos básicos:
1.    Multiplicação do material genético viral: é a chamada infecção viral, quando o vírus penetra a célula hospedeira através de ligantes (substâncias capazes de aderir certas substâncias receptoras da membrana celular) e injeta seu material genético;
2.    Síntese das proteínas do capsídeo: dentro da célula, o ácido nucleico viral multiplica-se e comanda a síntese das proteínas virais. A união do ácido nucleico e as proteínas origina o novo vírus.
4.Reprodução de um bacteriófago


Vírus que ataca bactérias. Formado pelo capsídeo, que possui o ácido nucleico, e uma cauda que serve para se fixar na superfície da bactéria hospedeira.
Ciclo lisogênico:

  • .    Vírus adere à bactéria hospedeira;
  • .    Vírus perfura bactéria hospedeira e injeta seu material genético;
  • .    Material genético viral se integra ao cromossomo bacteriano;
  • .    Quando a célula bacteriana entra em processo de divisão, seu genoma se duplica e é dividido em células-filhas junto do genoma vira, dessa forma, cada célula transmite o vírus.


Ciclo lítico:

1.    Vírus adere à bactéria hospedeira e a perfura, injetando seu material genético;
2.    A formação do fago ocorre dentro da célula;
3.    Ocorre uma lise celular (ruptura da membrana) e os novos bacteriófagos são liberados.


5.Caráter patogênico

 

Agente patogênico: organismo que causa infecções;
Infecção: invasão e proliferação de um organismo patogênico, causando danos ao hospedeiro;
Vetor: ser vivo capaz de transmitir agente patogênico;
Epidemia: doença que surge de forma súbita e se espalha rapidamente em uma região, afetando um número maior de pessoas do que o esperado por tempo limitado;
Endemia: doença que persiste por vários anos em uma mesma região, acometendo permanentemente um maior número de pessoas do que o usual;
Profilaxia: conjunto de medidas de prevenção contra doenças. Ex: vacinas ou anticorpos da própria pessoa.
OBS: por causa da grande variabilidade genética do vírus, é difícil a produção de vacinas e medicamentos para combate-los.

Modos de transmissão:

·         De pessoa para pessoa: através do contato de mucosas ou ferimentos, transmissão de saliva por tosse, fala ou espirros e relações sexuais sem preservativo;
·         Agente abiótico (não vírus): consumo de água ou alimentos contaminados e respiração de ar contaminado;
·         Vetor (ex: Aedes aegypti): através da picada de mosquitos que adquirem o vírus.

Exemplos de infecções virais humanas:


OBS: Nesse tipo de infecção, é possível que ocorra um período de incubação, quando há um intervalo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas.

·         Gripe: causada pelo vírus influenza. Transmissão por gotículas de saliva eliminadas pela tosse, espirros ou fala. Os sintomas são: febre alta, calafrios, tosse seca, coriza, indisposição e prostração. Tratamento: repouso, alimentação saudável e ingestão de líquidos. Pode haver complicações respiratórias. Medida profilática: evitar ambientes pouco ventilados ou com grande número de pessoas. Existe vacina, mas o vírus sofre muitas mutações, logo uma nova é feita anualmente.
·         Resfriado comum: causado por diferentes tipos de rinovírus, que provoca inflamação das vias aéreas respiratórias superiores. Transmissão por gotículas de saliva eliminadas pela tosse, espirros ou fala. Sintomas: febre alta, calafrios, tosse seca, coriza, indisposição e prostração. Tratamento: repouso, alimentação saudável e ingestão de líquidos. Não há vacinas.
·         Herpes simples: causada pelo Herpes simplex vírus. Transmissão através de gotículas de saliva ou contato pessoal íntimo. Sintomas: aparecimento de pequenas vesículas nos lábios, na cavidade bucal e nos genitais, febre, mal-estar e irritação. Tratamento: medicamentos por via oral e pomada para aliviar os sintomas. Não há vacinas.
·         HPV: causada pelo vírus da família Papilomaviridae. Transmissão através de contato sexual. Sintomas: lesões na mucosa da vagina, do útero, na pele do pênis e próximo ao ânus. Prevenção com o uso de preservativos. Alguns tipos de HPV podem causar cânceres de colo de útero, pênis e ânus.
·         Rubéola: causada pelo togavírus. Transmissão através do contato de gotículas de saliva e secreção nasal. Sintomas: manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, dificuldade de engolir e inchaço dos gânglios. Existe vacina.
·         Poliomielite: causada por três tipos de polivírus. Transmissão através do contato e ingestão de alimentos e água contaminados. Sintomas: flacidez dos músculos das pernas, febre, irritabilidade e mal-estar. Não há tratamento, mas existe vacina.
·         Dengue: causada por quatro tipos de arbovírus. Transmissão pela picada do mosquito Aedes aegypti. Não há vacina, a única forma de prevenção é o combate ao mosquito, evitando o acúmulo de água parada.
Forma clássica: sintomas: febre, dores de cabeça, musculares e nas articulações, manchas vermelhas na pele e fadiga.
Forma hemorrágica: sintomas: febre, dores de cabeça, musculares e nas articulações, manchas vermelhas na pele, fadiga, sangramento, queda de pressão e dores abdominais. Pode levar a morte.
·         Febre chikungunya: causada pelo vírus CHIKV. Transmissão através dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Sintomas: febre, dor de cabeça, muscular, de garganta e abdominal, diarreia, vômito e conjuntivite. A forma de prevenção é o combate ao mosquito.
·         Zika: causada pelo vírus ZIKV. Transmissão através do mosquito Aedes aegypti. Sintomas: febre, dor nas articulações, musculares, de cabeça, abdominais, diarreia, fotofobia, constipação e conjuntivite. Trata-se os sintomas. A forma de prevenção é o combate ao mosquito.
·         Febre amarela: causada pelo vírus da família Flaviridae. Transmissão através dos mosquitos Haemagogus sp. e Aedes aegypti. Podem não haver sintomas, mas eles são: febre alta, dor de cabeça, fotofobia, dores musculares, fadiga e calafrios. Existe vacina.
·         Aids: causada pelo retrovírus HIV que infecta linfócitos CD4, células sanguíneas de defesa do organismo. Transmissão através do contato com mucosas, ferimentos e relações sexuais sem preservativo. Sintomas: febres constantes, manchas na pele, calafrios, gânglios inchados, dores de cabeça, de garganta e musculares. Com o sistema de defesa muito danificado pelo vírus, surgem as infecções oportunistas. Não há vacina, mas existe o tratamento através de coquetéis antirretrovirais.


Fontes:

http://cenouradoce.blogspot.com.br/
http://segundocientista.blogspot.com.br/
Livro Ser Protagonista Biologia 2º ano, Ensino Médio
Livro Fundamentos da Biologia Moderna, Amabis Martho
conradoalvarenga.com.br


sexta-feira, 25 de março de 2016

A classificação dos seres vivos na Hisória

        1.Antiguidade – Aristóteles, o Pai da Biologia, e Teofrasto, o Pai da Botânica
A primeira pessoa que devemos destacar é Aristóteles que dividiu os seres em animais e plantas. Seu foco foi principalmente direcionado para os animais, levando em conta seus aspectos comportamentais, de reprodução e de habitat. Ele classificou-os de diversas formas:
              -  Aquáticos, aéreos e terrestres;
           - Em ordem de complexidade (scala naturae), tendo o ser humano como ápice seguido por outros animais, as plantas e os minerais;

                Podemos destacar também Teofrasto, aluno de Aristóteles, que tomou um rumo diferente de seu antecessor se interessando pelas plantas. Em seu livro Historia plantarum, ele classificou as plantas em ervas, arbustos e árvores (critério: porte) além de se basear em suas formas de reprodução, habitat, métodos de semeadura, aplicações práticas e utilidade como fonte de alimento para animais e humanos.


2.Idade Média
    
     Durante esta época, é bastante conhecida a classificação de Santo Agostinho, filósofo e teólogo do século IV d.C.. Ela tinha como critério a relação do animal com o ser humano, logo, os animais eram separados em úteis, indiferentes ou nocivos ao ser humano.


Fontes:   

  • Livro Ser Protagonista, Biologia Ensino Médio 2º ano
  •  http://www.todamateria.com.br/classificacao-dos-seres-vivos/
  •  https://pibidufprbio.files.wordpress.com/2013/11/histc3b3ria-da-classificac3a7c3a3o-dos-seres-vivos.pdf
  •  http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/classifiseresvivos.php
          

Classificação dos Seres Vivos

       Parece ser uma característica do ser humano reunir elementos em grupos a partir de certos critérios. Esse ramo da Biologia é chamado de classificação ou taxonomia. Ele faz uso da sistemática, área que estuda a diversidade biológica, caracterizando seres, dando-lhes um nome científico, desenvolvendo critérios para organizar essa diversidade e formando grupos de acordo com as características mais importantes. Cabe à taxonomia apresentar esses resultados organizando os seres vivos em categorias hierárquicas, chamadas de categorias taxonômicas. A classificação de seres vivos não é uma exceção e muito menos algo exclusivo da sociedade moderna ou contemporânea, apesar de que tenha mudado muito. Por exemplo, naturalistas do século XVIII acreditavam na existência de 10 mil tipos distintos de forma de vida, porém desde então taxonomistas já identificaram mais de 2 milhões de espécies biológicas e acreditam existir um número muito maior. Essa imensa variedade é uma das razões que levaram à criação desse sistema, pois dessa forma seria mais fácil o seu estudo. Estabelece-se então, uma árvore filogenética (um esquema que expressa a sequência de origem de diversos seres vivos, demonstra as relações de parentesco evolutivo).

1. Categorias Taxonômicas

     Carl von Linnée foi o criador das categorias taxonômicas tendo como principal critério as características estruturais e anatômicas dos seres vivos. A mais básica é a espécie, definida como um grupo de populações com indivíduos capazes de cruzar entre si e produzir descendentes férteis, não sendo capazes de cruzar com outros grupos. Logo depois vem o gênero que inclui diferentes espécies muito semelhantes. Gêneros semelhantes formam famílias e essas semelhantes formam ordens. Depois de Lineu foram criadas outras categorias: as classes, os filos, os reinos e os domínios.

          Nomenclatura


        Além das categorias taxonômicas, Lineu também apresentou um sistema de nomenclatura biológica. Nele são utilizadas somente expressões binomiais formadas pelo nome do gênero e da espécie do ser. 

           Regras internacionais de nomenclatura
  •              Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim; se derivarem de outra língua, deverão ser latinizados.
  •        Os termos que indicam gênero devem ter inicial maiúscula, o nome específico em inicial minúscula.
  •        O nome das espécies é duplo (binomial) e escrito em itálico, quando em texto impresso, ou sublinhado, quando escrito à mão.
  •         No caso de repetição do nome de uma espécie, ele pode ser abreviado a partir da segunda ocorrência. Ex.: Musca domestica (mosca) à M. domestica.
  •             O autor do nome científico deve ser colocado após a espécie seguido do ano. Ex.: Trypanosoma cruzi Chagas, 1909;
  •          Quando uma espécie é transferida de um gênero para outro ou é mudado, o nome do autor da primeira denominação é colocado entre parênteses;
  •     Quando o texto se refere ao gênero como um todo, e não a uma determinada espécie, o nome pode seguido apenas pela abreviação "sp.".
      2.Evolução
       
      Antigamente, existia o chamado fixismo, que acreditava que as espécies eram imutáveis e já haviam surgido como são hoje. Com o aparecimento das ideias evolucionistas de Charles Darwin e Alfred R. Wallace surgiu a concepção de evolução que favoreceu a criação de sistemas que levavam em consideração o parentesco evolutivo das espécies. É possível listar alguns fatores que levam a um processo evolutivo:
  • Seleção natural: esse é o processo que dita que quem sobrevive é o"mais forte", ou seja, quando certos indivíduos de uma população possuem características que aumentem suas chances de sobrevivência, eles tendem a se reproduzir mais e, ao longo do tempo, mais indivíduos terão essa característica. Por outro lado, se há indivíduos que possuem características que diminuam suas chances de sobrevivência e reprodução, com o tempo, menos indivíduos terão essas características;
  • Mutação: quando um indivíduo nasce com alterações genéticas. Nessa caso, se essas alterações aumentarem sua chance de sobrevivência, haverá mais chance de reprodução e ao longo do tempo mais indivíduos terão essas mesmas alterações;
  • Isolamento geográfico: esse fator pode impedir o cruzamento entre indivíduos de uma mesma espécie tanto que, com o tempo e com os processos evolutivos ainda agindo, essas espécies podem se tornar tão diferentes que não sejam mais capazes de reproduzirem entre si;
  • Cladogênese: processo de especiação no qual uma espécie dá origem a duas ou mais novas espécies;
  • Anagênese: processo de especiação no qual através do acúmulo de diversas mudanças que um grupo sofre uma nova espécie se origina.
     3.Filogenética



      Através de árvores filogenéticas ou cladogramas é possível representar o parentesco evolutivo das espécies. Para interpretá-los é preciso saber algumas coisas:
Clado: grupo  de organismos em que todos têm um único ancestral comum, chamado monofilético; grupos de espécies que descendem de ancestrais diferentes são chamados profiléticos;
Clados menores:  formados com todos os descendentes de um ancestral exclusivo que compartilha uma ou mais novidades evolutivas;
      Nós: representam o processo de cladogênese que originou os outros dois ramos a partir de uma espécie em comum;
O fim do ramo do cladograma apresenta as espécies mais recentes

4.Reinos


Reino
Organismos
Procariontes ou Eucariontes
Nutrição
Respiração
Monera
Bactérias (unicelulares)
Procariontes e presença de parede celular
Muitas heterotróficas e algumas autotróficas (cianobactérias)
Anaeróbia ou aeróbia, sem presença de mitocôndria.
Protista
Protozoários e a maioria das algas unicelulares e pluricelulares.
Eucariontes e presença de parede celular
Autotrófica: algas unicelulares e pluricelulares
Heterotrófica: protozoários
Aeróbia, presença de mitocôndria.
Plantae
Plantas terrestres (pluricelulares)
Eucariontes e presença de parede celular e de cloroplasto
Autotrófica (fotossíntese)
Aeróbia, presença de mitocôndria
Animalia
Animais (pluricelulares)
Eucariontes e ausência e parede celular
Heterotrófica por ingestão
Aeróbia, presença de mitocôndria
Fungi
Fungos (pluricelulares)
Procariontes e presença de parede celular
Heterotrófica por absorção
Aeróbia, presença de mitocôndria

5.Domínios
     A classificação de domínios foi proposta em 1990 pelo biólogo Carl Woese. Ela leva em conta as semelhanças e diferenças moleculares entre ácidos nucleicos e certas proteínas dos seres vivos. Existem três domínios:

  •      Arqueasmicrorganismos muito semelhantes as bactérias e que só foram diferenciados após análises moleculares. Eles costumam viver em condições extremas;
  •          Bactérias: bactérias e cianobactérias;
  •    Eucariotos: seres eucarióticos, unicelulares e pluricelulares dos reinos Protoctista, Fungi, Metaphyta e Metazoa.

      
Fontes:
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAMwYAE/cladograma
http://cenouradoce.blogspot.com.br/
http://www.estudopratico.com.br/nomenclatura-cientifica/
Livro Ser protagonista, Biologia Ensino Médio 2º ano
Livro Fundamentos da Biologia Moderna, Amabis e Martho
Imagens:
http://cenouradoce.blogspot.com.br/
http://www.institutoipro.org/2014/04/